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Miguel Torres
Presidente da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e vice-presidente da Força Sindical
Mensagens de Miguel Torres
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01.05.2018
Movimento Sindical
A ORIGEM DE UMA DATA QUE ALMEJA HOJE UM FUTURO MELHOR PARA TODOS OS TRABALHADORES DO MUNDO!


1º de Maio:
“O Dia Internacional dos Trabalhadores tem origem no século 19 nas lutas operárias dos Estados Unidos para reduzir a abusiva jornada de trabalho de quinze horas por dia: com greves desde 1827, redução da jornada para funcionários públicos em 1840 e greve nacional em 1º de Maio de 1886.

Nesta greve, com paralisação de cinco mil fábricas, cerca de 340 mil operários foram às ruas exigir a redução da jornada. As empresas cederam e até o final de 1886 em torno de 1 milhão de trabalhadores conquistaram a jornada de oito horas.

Os grevistas, porém, foram reprimidos pelo Exército e por milícias armadas. Em Chicago, a greve, iniciada em 1º de Maio, prosseguiu nos dias seguintes. Em 4 de maio, durante um protesto dos grevistas, uma bomba explodiu, matou um policial e o conflito culminou com a morte de 38 operários e 115 feridos.

O governo dos EUA decretou estado de sítio em Chicago, com toque de recolher, ocupação militar de bairros operários, fechamento de sindicatos, prisão de líderes grevistas, tortura nos interrogatórios e condenação de oito líderes do movimento (“Os Oito Mártires de Chicago”): quatro foram enforcados na cadeia e um morreu na cela. Em protesto e luto, as casas proletárias exibiram flores vermelhas.

A morte destes heróis operários, contudo, não foi em vão. Em 1º de Maio de 1890, o Congresso dos EUA regulamenta a jornada de oito horas diárias e, em 1891, a Segunda Internacional dos Trabalhadores, com organizações operárias e socialistas do mundo todo, decide em congresso realizado em Bruxelas que “no dia 1º de Maio haverá demonstração única para os trabalhadores de todos os países, com caráter de afirmação de luta de classes e de reivindicação das oito horas de trabalho”.

1º de Maio no Brasil – Os trabalhadores brasileiros se inseriram nesta solidariedade internacional e também adotaram o 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, como um marco para celebrar a união dos operários do mundo todo contra a exploração capitalista e as desigualdades sociais.

As primeiras comemorações surgiram em Santos em 1895 e em 1898, com manifestações também em São Paulo, Jundiaí, Campinas e Ribeirão Preto, tornou-se feriado em 1925 e foi uma data altamente significativa em 1º de maio de 1943 com a criação da CLT (Consolidação das Leis de Trabalho).

Vale destacar que neste período tivemos a primeira greve geral no País, a de 1917, ocorrida em São Paulo, que reivindicava entre vários itens o direito de sindicalização e a jornada de oito horas. De lá pra cá, avançamos muito no Brasil, com o movimento sindical organizado se fortalecendo e conquistando melhorias nas relações e ambientes de trabalho para toda a sociedade brasileira.

Nada cai do céu. Depois de muita luta, conquistamos a jornada de trabalho para 44 horas semanais na Constituição Federal de 1988 e, passados 30 anos, continuamos reivindicando a jornada de 40 horas semanais, para gerar mais empregos e melhor qualidade de vida para a classe trabalhadora e para a sociedade brasileira em geral.

Infelizmente, com a recente quebra da ordem democrática no Brasil e a posse de um governo anti-popular, reformas foram aprovadas para impor uma legislação trabalhista que representa um retrocesso de, pelo menos, 100 anos. Com este governo e um Congresso extremamente conservador, a elite egoísta e gananciosa tenta enfraquecer as estruturas sindicais para evitar que as nossas reivindicações sociais, populares, trabalhistas e econômicas avancem.

Dentro deste contexto, é que celebramos o 1º de maio de 2018. São momentos merecidos de festa e de lazer para a classe trabalhadora. Mas também de reflexão e protesto contra a crise, o desemprego, os ataques aos direitos trabalhistas, a perseguição aos movimentos sociais e sindicais e a falta de vontade e de medidas políticas que coloquem o País novamente nos rumos do desenvolvimento.

Salve os heróis proletários de todos os tempos!
Viva as trabalhadoras e os trabalhadores de todo o Brasil e do mundo todo, na resistência contra a exploração! A luta faz lei!”

Miguel Torres
presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo/Mogi das Cruzes e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), vice-presidente da Força Sindical e líder do movimento Brasil Metalúrgico

 

Fontes de pesquisa: “A origem e o significado do 1º de Maio”, de Altamiro Borges e “História Moderna e Contemporânea”, de Carlos Guilherme Mota

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13.07.2016
Movimento Sindical
Caiu a Máscara!

A crise econômica, além de gerar desemprego e incertezas, tem um componente pesado que é o ataque aos direitos trabalhistas. Há três anos, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou um documento com 101 propostas para“elevar” a competitividade e a produtividade da indústria a partir da redução de custos, da burocracia e, principalmente, da mão de obra. Como propaganda, os patrões dizem que é a panaceia para os problemas econômicos do País e para a modernização das relações entre capital e trabalho. Balela!

Entre as propostas, os patrões defendem a substituição do legislado sobre o negociado, a revogação de decisões da Justiça favoráveis aos trabalhadores e, principalmente, a flexibilização, entenda-se redução de direitos, com proposta de alteração na Constituição e na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Até mesmo a homologação feita pelos Sindicatos, como órgãos de fiscalização, tentam derrubar!

Em nome da modernidade, esta posição retrógrada foi novamente explicitada em recente proposta feita ao governo pelo presidente da CNI, Robson de Andrade, de aumento da jornada de trabalho de 44 para 80 horas semanais ou 12 horas diárias. Inacreditável! Falam em modernizar com mentalidade de mais de 100 anos atrás.

Esta proposta, além de causar indignação e repúdio do movimento sindical, reacendeu a luta pela jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial. A redução de 44 para 40 horas será fundamental para gerar emprego, mais segurança, qualidade de vida para o trabalhador (que terá mais tempo para conviver com a família, estudar, ter lazer e descanso), beneficiando toda a sociedade, as empresas, a produção e a competitividade tão almejada pelo setor empresarial.

Contra a crise propomos a Renovação da Frota de Veículos, o Compromisso pelo Desenvolvimento e a Pauta Trabalhista, que contêm, entre vários itens, a redução constitucional da jornada de trabalho. O momento é este: contra os patrões das 80 horas, trabalhadores exigem 40 horas semanais, já, sem redução dos salários!

Vamos à luta, com mais força ainda!

Miguel Torres
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e da CNTM e vice-presidente da Força Sindical

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20.10.2014
Movimento Sindical
Redução da Jornada de Trabalho

"Em 2015 serão completados 20 anos que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 231/95, que trata da redução de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, aguarda votação no Congresso Nacional, sem que o governo tenha movido uma palha para que isto aconteça.

Reduzir a jornada é uma das principais bandeiras defendidas pela Força Sindical e pelas demais Centrais, e é fundamental para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores (mais tempo para o convívio familiar, para o lazer e para sua própria qualificação profissional) e para uma maior geração de empregos com carteira assinada (cerca de dois milhões de novos empregos num primeiro momento), fomentando, inclusive, a inclusão produtiva e social de jovens e desempregados.

Além disto, um trabalhador mais descansado produz mais trabalhando melhor, minimizando, assim, os eventuais riscos de acidentes graves – e até fatais – e doenças do trabalho. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Barcelona concluiu que uma jornada superior a 40 horas causa danos físicos e emocionais irreparáveis para os trabalhadores, como ansiedade, depressão, lesões por esforços repetitivos e até problemas cardíacos.

O mais curioso é que, apesar de o governo não dar a devida atenção à redução da jornada, ele próprio seria beneficiado, uma vez que a atual jornada de trabalho é responsável por uma boa fatia do rombo da Previdência, em virtude do grande número de licenças médicas fornecidas, seguros-acidentes, despesas hospitalares, reabilitações, internações e medicamentos, entre outros procedimentos.

Nos últimos quatro anos, a média de gastos da Previdência com saúde, geradas no ambiente de trabalho, cresceu acima das despesas com afastamentos previdenciários gerais. A última vez em que ocorreu uma redução da jornada foi em 1988, com a reforma constituinte, passando de 48 para 44 horas semanais.

Vale ressaltar que a redução da jornada de trabalho só trará benefícios para toda a sociedade, através do aumento da produtividade e do consumo, e de uma melhor distribuição de renda".

Miguel Torres
Presidente da CNTM/Força Sindical/Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo

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06.10.2014
Movimento Sindical
Metalúrgicos da Força apoiam metalúrgicos da CUT

Cerca de 215 mil metalúrgicos estão em campanha no estado de São Paulo por aumento real nos salários. Eles possuem data-base em setembro, são representados pela Federação dos Metalúrgicos da CUT e reivindicam também a redução da jornada. Os 750 mil metalúrgicos da Força Sindical também estão em campanha (data-base novembro) e também reivindicam ganho real de salário e redução da jornada.


Clique aqui e acesse nota de apoio de Miguel Torres, presidente da CNTM/Força Sindical, ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e Federação dos Metalúrgicos da CUT que podem parar a produção por estas reivindicações.

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11.07.2014
Movimento Sindical
Reduzir jornada é gerar empregos

"A Força Sindical e as demais Centrais estão empenhadas na defesa de uma das mais importantes bandeiras dos trabalhadores brasileiros. Trata-se da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, prevista pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 231/95.

A medida, que já há anos aguarda votação no Congresso, vai gerar, se aprovada, segundo o Dieese, dois milhões de novos postos de trabalho, uma contribuição importante para uma melhor distribuição de renda e para o desenvolvimento da economia brasileira.

Além da geração de empregos e dos benefícios econômicos trazidos pela jornada menor, a aprovação da PEC traz consigo um forte apelo social, pois os trabalhadores poderão destinar mais tempo para a sua própria valorização profissional, por meio de cursos de qualificação ou requalificação profissionais – fundamentais para o atendimento de um mercado de trabalho cada vez mais exigente e competitivo –, para o convívio familiar ou para opções de lazer.

A redução da jornada irá, ainda, contribuir efetivamente para a diminuição dos acidentes de trabalho e das doenças profissionais, ainda bastante frequentes em nosso País.

Lembramos que a última redução constitucional da jornada de trabalho, de 48 para 44 horas semanais, deu-se em 1988. Portanto, há 26 anos".

Miguel Torres, presidente da Força Sindical e da CNTM

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12.05.2014
Movimento Sindical
Mensagem de Miguel Torres em defesa da redução da jornada

PAINEL DO LEITOR
Folha de S.Paulo, 11 de maio de 2013, página A-3


 
 


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