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Miguel Torres
Presidente da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e vice-presidente da Força Sindical
Mensagens de Miguel Torres
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13.07.2016
Movimento Sindical
Caiu a Máscara!

A crise econômica, além de gerar desemprego e incertezas, tem um componente pesado que é o ataque aos direitos trabalhistas. Há três anos, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou um documento com 101 propostas para“elevar” a competitividade e a produtividade da indústria a partir da redução de custos, da burocracia e, principalmente, da mão de obra. Como propaganda, os patrões dizem que é a panaceia para os problemas econômicos do País e para a modernização das relações entre capital e trabalho. Balela!

Entre as propostas, os patrões defendem a substituição do legislado sobre o negociado, a revogação de decisões da Justiça favoráveis aos trabalhadores e, principalmente, a flexibilização, entenda-se redução de direitos, com proposta de alteração na Constituição e na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Até mesmo a homologação feita pelos Sindicatos, como órgãos de fiscalização, tentam derrubar!

Em nome da modernidade, esta posição retrógrada foi novamente explicitada em recente proposta feita ao governo pelo presidente da CNI, Robson de Andrade, de aumento da jornada de trabalho de 44 para 80 horas semanais ou 12 horas diárias. Inacreditável! Falam em modernizar com mentalidade de mais de 100 anos atrás.

Esta proposta, além de causar indignação e repúdio do movimento sindical, reacendeu a luta pela jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial. A redução de 44 para 40 horas será fundamental para gerar emprego, mais segurança, qualidade de vida para o trabalhador (que terá mais tempo para conviver com a família, estudar, ter lazer e descanso), beneficiando toda a sociedade, as empresas, a produção e a competitividade tão almejada pelo setor empresarial.

Contra a crise propomos a Renovação da Frota de Veículos, o Compromisso pelo Desenvolvimento e a Pauta Trabalhista, que contêm, entre vários itens, a redução constitucional da jornada de trabalho. O momento é este: contra os patrões das 80 horas, trabalhadores exigem 40 horas semanais, já, sem redução dos salários!

Vamos à luta, com mais força ainda!

Miguel Torres
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e da CNTM e vice-presidente da Força Sindical

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20.10.2014
Movimento Sindical
Redução da Jornada de Trabalho

"Em 2015 serão completados 20 anos que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 231/95, que trata da redução de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, aguarda votação no Congresso Nacional, sem que o governo tenha movido uma palha para que isto aconteça.

Reduzir a jornada é uma das principais bandeiras defendidas pela Força Sindical e pelas demais Centrais, e é fundamental para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores (mais tempo para o convívio familiar, para o lazer e para sua própria qualificação profissional) e para uma maior geração de empregos com carteira assinada (cerca de dois milhões de novos empregos num primeiro momento), fomentando, inclusive, a inclusão produtiva e social de jovens e desempregados.

Além disto, um trabalhador mais descansado produz mais trabalhando melhor, minimizando, assim, os eventuais riscos de acidentes graves – e até fatais – e doenças do trabalho. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Barcelona concluiu que uma jornada superior a 40 horas causa danos físicos e emocionais irreparáveis para os trabalhadores, como ansiedade, depressão, lesões por esforços repetitivos e até problemas cardíacos.

O mais curioso é que, apesar de o governo não dar a devida atenção à redução da jornada, ele próprio seria beneficiado, uma vez que a atual jornada de trabalho é responsável por uma boa fatia do rombo da Previdência, em virtude do grande número de licenças médicas fornecidas, seguros-acidentes, despesas hospitalares, reabilitações, internações e medicamentos, entre outros procedimentos.

Nos últimos quatro anos, a média de gastos da Previdência com saúde, geradas no ambiente de trabalho, cresceu acima das despesas com afastamentos previdenciários gerais. A última vez em que ocorreu uma redução da jornada foi em 1988, com a reforma constituinte, passando de 48 para 44 horas semanais.

Vale ressaltar que a redução da jornada de trabalho só trará benefícios para toda a sociedade, através do aumento da produtividade e do consumo, e de uma melhor distribuição de renda".

Miguel Torres
Presidente da CNTM/Força Sindical/Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo

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06.10.2014
Movimento Sindical
Metalúrgicos da Força apoiam metalúrgicos da CUT

Cerca de 215 mil metalúrgicos estão em campanha no estado de São Paulo por aumento real nos salários. Eles possuem data-base em setembro, são representados pela Federação dos Metalúrgicos da CUT e reivindicam também a redução da jornada. Os 750 mil metalúrgicos da Força Sindical também estão em campanha (data-base novembro) e também reivindicam ganho real de salário e redução da jornada.


Clique aqui e acesse nota de apoio de Miguel Torres, presidente da CNTM/Força Sindical, ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e Federação dos Metalúrgicos da CUT que podem parar a produção por estas reivindicações.

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11.07.2014
Movimento Sindical
Reduzir jornada é gerar empregos

"A Força Sindical e as demais Centrais estão empenhadas na defesa de uma das mais importantes bandeiras dos trabalhadores brasileiros. Trata-se da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, prevista pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 231/95.

A medida, que já há anos aguarda votação no Congresso, vai gerar, se aprovada, segundo o Dieese, dois milhões de novos postos de trabalho, uma contribuição importante para uma melhor distribuição de renda e para o desenvolvimento da economia brasileira.

Além da geração de empregos e dos benefícios econômicos trazidos pela jornada menor, a aprovação da PEC traz consigo um forte apelo social, pois os trabalhadores poderão destinar mais tempo para a sua própria valorização profissional, por meio de cursos de qualificação ou requalificação profissionais – fundamentais para o atendimento de um mercado de trabalho cada vez mais exigente e competitivo –, para o convívio familiar ou para opções de lazer.

A redução da jornada irá, ainda, contribuir efetivamente para a diminuição dos acidentes de trabalho e das doenças profissionais, ainda bastante frequentes em nosso País.

Lembramos que a última redução constitucional da jornada de trabalho, de 48 para 44 horas semanais, deu-se em 1988. Portanto, há 26 anos".

Miguel Torres, presidente da Força Sindical e da CNTM

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12.05.2014
Movimento Sindical
Mensagem de Miguel Torres em defesa da redução da jornada

PAINEL DO LEITOR
Folha de S.Paulo, 11 de maio de 2013, página A-3


 
 


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15.01.2014
Movimento Sindical
Por que reduzir a jornada de trabalho?

"Os trabalhadores com uma jornada menor de trabalho menor terão mais tempo para o convívio familiar, para o lazer e para frequentarem cursos de qualificação profissional. É portanto uma medida de amplo alcance social que beneficia coletivamente a classe trabalhadora e a produtividade das empresas.

Outro aspecto positivo é que com a redução da jornada haverá uma sensível diminuição dos acidentes de trabalho e das doenças profissionais, pois, segundo especialistas da área de saúde e segurança do trabalhador, uma das principais causas de acidentes são as horas extenuantes do trabalho.

Lutar por uma jornada de trabalho menor, humanizada e livre de pressão é uma justa reivindicação do movimento sindical, que irá gerar milhões de novos postos de trabalho.

Quando vamos às ruas pedir a redução da jornada, queremos tornar visível aos olhos da sociedade que o trabalhador é fundamental para o progresso do Brasil, mas que além de produzir as riquezas precisa viver dignamente.

Por isso, reduzir a jornada para 40 horas só trará benefícios para o País".

Miguel Torres
Presidente da Força Sindical, CNTM e Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes.

Artigo publicado no Diário de S.Paulo, em 14 de janeiro de 2014, página 11

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