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28.03.2011
Cidadania
Carga horária do trabalho é muito puxada
Blog 40 Horas
Arte Jaws Digital

“Eu concordo com 30 horas para mulheres porque temos que sair para o mercado de trabalho, assim como os homens. Porém a responsabilidade de uma mulher é maior porque tem que sempre se dividir entre o trabalho, a casa e os filhos. Ela, porém, tem que se atualizar, "estudar".
Bom, me expressei dessa forma porque hoje me encontro nesse dilema: quero estudar mas não encontro tempo, porque a carga horária do trabalho é muito puxada e tenho minha casa e minha filha...”
Por Fernanda

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02.03.2011
Cidadania
30 horas para as mulheres
Blog 40 Horas
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"Eu também sou a favor das 30 horas semanais (para as mulheres). Sou homem mas eu defendo as mulheres. Elas merecem porque já trabalham demais, principalmente quando chegam em casa".

Por Moisés de Souza Silva

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14.02.2011
Cidadania
Uma pergunta
Blog 40 Horas
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"Existe alguma previsão de quando vai ser votada essa possibilidade da redução, já que pelo visto a maioria do Congresso é a favor?

Por Rodrigo
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07.02.2011
Cidadania
Lutas conjuntas
Blog 40 Horas
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"A luta pelo mínimo de 580 irá gerar manifestações que podem ser também o palco para a luta pelas 40 horas".

Por Rodrigo Lopes

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01.02.2011
Política
Novo Congresso é mais favorável às 40 horas semanais
Blog 40 Horas
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Segundo matéria publicada no jornal Valor Econômico (1 de fevereiro), “a proposta de redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais também dividiu o novo Parlamento. Quase metade dos parlamentares (49%) são favoráveis à medida. Os contrários ao projeto representam 31%, e 20% se disseram indecisos”.

Clique e leia matéria sobre o assunto no Valor Econômico

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26.01.2011
Cidadania
27 horas
Blog 40 Horas
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Por Marcio Pochmann

A conhecida semana inglesa de trabalho parece se transformar rapidamente em miragem para parcela crescente dos ocupados. Pesquisa realizada sobre condições de vida e trabalho no Reino Unido revela que, nas atividades de serviços, o antigo descanso semanal de 48 horas foi reduzido na prática para somente 27 horas.

Há fortes indícios de que a jornada de trabalho deixa de começar na manhã de segunda-feira e se encerrar na tarde de sexta para, cada vez mais, se iniciar no meio da tarde de domingo e prolongar-se até o início da tarde do sábado.

Assim, o tempo do descanso semanal é diminuído em 21 horas (43,7%), conforme estudos sobre hábitos do trabalho de 4.000 empregados de 16 a 60 anos de idade no setor de serviços britânico.

A cada dez ocupados, seis efetuam tarefas relacionadas ao trabalho heterônomo (pela sobrevivência) no final de semana.

Entre as principais atividades laborais fora do local de trabalho estão as ligadas ao uso contínuo do computador pessoal, especialmente em tarefas de correio eletrônico, internet e no desenvolvimento de relatórios e planejamento.

A maior parte dos ocupados que trabalham no final de semana informa exercê-lo por pressão da empresa, embora haja aqueles que são estimulados a fazê-lo pela concorrência entre os colegas.

No tempo da Revolução Industrial, décadas de lutas do movimento social e trabalhista foram necessárias para conter as extensas jornadas de trabalho (superiores a 14 horas diárias e a mais de 80 horas semanais). Por meio de férias, do descanso semanal e dos limites máximos impostos à jornada (oito horas diárias e 48 horas semanais), a relação do trabalho com o tempo de vida reduziu-se de mais de dois terços para menos da metade.

Assim, os laços de sociabilidade urbana foram construídos por meio do avanço de atividades educacionais, lazer e turismo, entre outras fundamentais à consolidação de um padrão civilizatório superior.

Paradoxalmente, o curso atual da revolução tecnológica nas informações e comunicações faz com que o ingresso na sociedade pós-industrial seja acompanhado da elevação da participação do trabalho no tempo de vida.

O transbordamento laboral para fora do local de trabalho compromete não apenas a qualidade de vida individual e familiar como também a saúde humana. Não são diminutos os diagnósticos a respeito das novas doenças profissionais em profusão.

O predomínio do trabalho imaterial, não apenas mas substancialmente estendido pelas atividades no setor terciário das economias – a principal fonte atual de geração de novas vagas –, permite que o seu exercício seja fisicamente mais leve, embora mentalmente cada vez mais cansativo.

Antigos acidentes laborais provocados pelo esmagamento em máquinas são substituídos por novos problemas, como o sofrimento humano, a solidão e a depressão, cada vez mais associada às jornadas excessivas de trabalho e ao consumismo desenfreado.

A imaterialidade do trabalho, mesmo nas fábricas, por efeito da automatização e das novas tecnologias de informação e comunicação, torna o exercício laboral mais intenso e extenso.

Por força do transbordamento laboral para além do local de trabalho, a jornada de 48 horas aumenta para 69 horas semanais, enquanto o descanso reduz-se de 48 horas para 27 horas na semana.

Marcio Pochmann é presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Publicado na Folha de S.Paulo em 23 de janeiro de 2011

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